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CCBB APRESENTA DO NOVO AO NOVO CINEMA ARGENTINO - BIRRA, CRISE E POESIA
Serão exibidos 28 filmes entre os dias 19 de agosto e 6 de setembro; diretor de 'El Armario', Gustavo Corrado estará no Brasil
Trata-se da primeira grande mostra de cinema argentino, em São Paulo. Apesar da produção do país vizinho chegar às telas brasileiras com mais freqüência nos últimos anos e ver alguns nomes despontando como importantes cineastas, ainda se sabe pouco sobre essa produção. Foi para tentar suprir essa carência que Priscila Miranda, a curadora de Do Novo ao Novo Cinema Argentino, resolveu elaborar um grande panorama da produção Argentina (confira a relação completa abaixo). A idéia é mostrar outros nomes de destaque e mesmo apresentar os longas anteriores de diretores reconhecidos hoje, como Pablo Trapero e Carlos Sorin.
A mostra exibirá 28 títulos (22 em película 35mm, seis em dvd) que pertencem a dois momentos históricos: o primeiro deles compreende os anos de 1959 a 1966 e o segundo, iniciado em 1997, segue até hoje. Como denominador comum está o renascimento do cinema depois de um difícil período de crise política e estagnação econômica. Para a curadora da mostra, ambos carregam crise e poesia em suas histórias.
OS NOVOS CINEMAS ARGENTINOS
O primeiro Novo Cinema Argentino - Nuevo Cine - será contemplado com 12 longas. Desse período vale registrar que parte dos cineastas eram "criados" em cineclubes e revistas de crítica cinematográfica, influenciados pela idéia de "cinema de autor", de André Bazin. A produção foi intensa de 1961 a 1966, ano do golpe, em que muitos diretores caíram no ostracismo.
Os cineastas defendiam um cinema mais denso, concentrado nos conflitos existenciais urbanos e que rompiam com a idéia de estúdio e as histórias novelescas melodramáticas, características do período anterior. Representativo dessa época é Crónica de um niño solo (1965), do ator/diretor/produtor/diretor Leonardo Favio, até hoje considerado um clássico e produção fundamental da história da Argentina.
O segundo momento, também batizado de Novo Cinema Argentino - Nuevo Cine - tem início em 1997 com o lançamento de Pizza, Birra, Faso, de Adrián Caetano - título, aliás, que inspirou o subtítulo da mostra. Estão presentes 16 obras, que conta também com Mundo grúa (1999), de Pablo Trapero, e Rey Muerto (1995), premiado curta de Lucreia Martel. outros responsáveis pela definição de um novo momento da cinematografia da Argentina. E, mais uma vez, o cinema renasce após conturbado período político e econômico.
Priscila Miranda, a curadora
Doutora em Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires, pesquisadora adjunta do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (CONICET), Priscila Miranda é também editora da Revista Miroir desde 2005. Produtora cultural e cineasta, realizou seu primeiro curta, Maria, em 2008, e participou do júri de Imprensa Internacional do Festival de Clermont Ferrant 2007.
DEBATES
Além das sessões serão realizados quatro debates com a participação de convidados. Os temas e respectivos debatedores são:
Sexta, 21 de agosto, 19h
Cinema Argentino - "Nuevos Cines" - com as professoras argentinas Clara Kriger e Ana Laura Lunish
Sábado, 22 de agosto, 15h
Relações entre o cinema argentino e o brasileiro - com o professor e pesquisador Hernani Heffner (diretor de conservação da Cinemateca do MAM-Rio) e o crítico Luiz Carlos de Oliveira Jr (editor da Contracampo)
Sexta, 28 de agosto, 19h
Produção e Difusão - com o exibidor Marcus Mello e o pesquisador e professor André Gatti
Sábado, 29 de agosto, 15h
O cinema Argentino por Ele Mesmo - com o cineasta argentino Gustavo Corrado e o produtor argentino Chino Fernández
RELAÇÃO DE FILMES
Primeiro Período 1958 - 1966
El Jefe (1958) - Fernando Ayala - 90' / 35MM
Circe (1964) - Manuel Antin - 80' / DVD
Prisioneros de una noche (1960) - David José Kohon - 87' / 35MM
Alias Gardelito (1961) - Lauturo Murúa - 80' / 35MM
Los inundados (1962) Fernando Birri - 87' / DVD
Dar la cara (1962) José A. Martínez Suárez - 110' / DVD
Crónica de un niño solo (1965) Leonardo Favio - 70' / 35MM
La cifra impar (1961) Manuel Antín - 85' / 35MM
Tres veces Ana (1961) David J. Kohon - 115' / 35MM
Los jóvenes viejos (1962) Rodolfo Kuhn - 106' / DVD
El crack (1960) José A. Martínez Suárez - 81' / DVD
Pajarito Gómez (1965) Rodolfo Kuhn - 83' / 35MM
Segundo Período - a partir de 1997
Pizza, birra, faso (1997) Adrián Caetano e Bruno Stagnaro - 80' Color / 35MM
Mundo grúa (1999) Pablo Trapero - 82' / 35MM
Bolivia (2001) Adrián Caetano - 75' / 35MM
Caja negra (2001) Luis Ortega - 81' / 35MM
El armario (1999) Gustavo Currado - 77' / 35MM
La sonámbula (1998) Fernando Spiner - 107' / 35MM
Tan de repente (2002) Diego Lerman - 90' / 35MM
Iluminados por el fuego (2005) Tristán Bauer - 100` / 35MM
Música nocturna (2006) Rafael Filippelli - 83' / 35MM
De quien es el portaliga (2007) Fito Paez - 107' / 35MM
El camino de San Diego (2006) Carlos Sorín - 98' / 35MM
Herencia (2001) Paula Hernández - 94' / 35MM
Nordeste (2005) Juan Solanas - 104' / 35MM
El árbol (2006) Gustavo Fontán - 65' / 35MM
Monobloc (2006) Luis Ortega - 83' / 35MM
Rey muerto (1995) de Lucrecia Martel - 12' / DVD
SERVIÇO
Do Novo ao Novo Cinema Argentino - Birra, Crise e Poesia
CCBB São Paulo: 19 de agosto a 06 de setembro
CCBB Rio de Janeiro: 01 a 20 de setembro
CCBB Brasília: 08 a 27 de setembro
Cinema: 70 lugares
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)
Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo
R. Álvares Penteado, 112, Centro
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
11 3113 3651 / 11 3113 3652
www.bb.com.br/cultura
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